sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dinâmica Para Auto-Conhecimento e Conhecimento Mútuo

DINÂMICA – Trocando Impressões.

PARTICIPANTES: até 15 pessoas
OBJETIVO: Autoconhecimento, conhecimento e ajuda mútua, aprender a conviver em grupo respeitando as diferenças individuais, fortalecimento de vículos.
TEMPO: de 1h a 1h30 (varia de acordo com a quantidade de participantes).
MATERIAL: - 3 jogos com cartelas com os dizeres descritos abaixo de cor vermelha.
                     - Vários jogos de cartelas com os dizeres abaixo em cor azul ou preta.
                    Envelopes para serem depósitadas as características.
DIZERES DAS CARTELAS: Inteligente, chato(a), esforçado(a), bonito(a), charmoso(a), duas caras, mentiroso(a), hostil, estudioso(a), “louco(a)”, tranquilo(a), amoroso(a), bagunceiro(a),desligado(a), amigo(a), companheiro(a), colaborador(a), tagarela, desinibido(a), calmo(a), agitado(a), atrevido(a), brincalhão(a), elegante, tímido(a), briguento(a), otimista, pessimista, reclamão(a), esperto(a), calmo(a), leal, frágil, “chorão(a)”, “nariz empinado”, medroso(a), folgado(a), fingido(a), carinhoso(a), alegre, etc.
DESCRIÇÃO: O coordenador explica ao grupo que farão uma atividade que propiciará conhecer melhor a cada um dos membros do grupo e a si mesmos.
Dirá que como é uma atividade em que serão expostas características pessoais é necessário que seja encarada de maneira responsável e respeitosa. A idéia é o autoconhecimento e não a crítica pura e simples.
Tudo que é dito com consideração e buscando o crescimento leva ao aprimoramento pessoal.
É uma atividade que precisa ser conduzida com maturidade e respeito, pois afeta os sentimentos e auto-estima de  todos os participantes.
PROCESSO:
1-     Dizer que, para iniciar, cada um escolhe-rá uma característica que defina a si próprio (Jogos de cartelas vermelhas).
2-     Distribuir um envelope para cada pessoa do grupo e dizer que as características serão depositadas neles.
3-     Entregar os jogos para 3 dos participantes e pedir para que após escolherem sua característica e depositá-la em seu envelope, sem mostrar para as outras pessoas, devem  ir passando as cartelas para que os outros participantes escolham suas características.
4-     Quando todos tiverem escolhido a característica que mais define a si próprio e depositado cada um em seu próprio envelope, recolher as cartelas vermelhas.
5-     Dizer que agora irão passar para a fase em que cada um deverá escolher uma característica para cada membro do grupo e depositar no envelope dessa pessoa. Salientar que ninguém pode ver a característica que foi depositada. Para tanto, distribuir os vários jogos de cartelas pretas ou azuis. Pedir que assim que a pessoa tiver escolhido uma característica para cada um do grupo e depositado em seus respectivos envelopes passar para quem não escolheu para que esse possa fazer esse trabalho também.
6-     Quando todos tiverem completado a tarefa, pedir para que cada um aguarde com seu envelope fechado até seja solicitada sua abertura pelo facilitador.
7-     O facilitador pedirá para que cada um, a sua hora, abra seu envelope e leia, primeiro a característica que escolheu para si (cartela vermelha), depois as características atribuídas pelo grupo para si ( cartelas pretas ou azuis).
Obs: O facilitador vai listando na lousa ou flip as características que a pessoa ler em seu envelope.
           Perguntando a cada um:
          . Por que se atribuiu tal característica.
          . Concorda com as características atribuídas pelo grupo? Por que?
          . Surpreendeu-se com alguma característica atribuída?
          - O facilitador pode fazer uma análise das repetições de características dadas àquela pessoa a fim de amenizar discrepâncias.

8-     Ao final da fase em que todos leram o conteúdo de seu envelope o facilitador deve perguntar ao grupo:
 - O que acharam da atividade.
      - Como se sentiram durante a atividade.

CONCLUSÃO: Para concluir fazer uma explanação sobre a Teoria da Janela de Johari, explicando como as pessoas se comportam perante si e as outras nos relacionamentos humanos. Enfatizando que, para que a pessoa se conheça e com isso possa se relacionar melhor há necessidade de ampliar sua janela aberta. Dizer que só conseguirá isso recebendo e dando feedback (isto é, dando e recebendo informações e impressões de, e para outros). Texto de Apoio -  Janela de Johari, abaixo.

O INSTRUTOR/FACILITADOR PRECISA ESTAR ATENTO PARA:
      - O grupo se envolveu na atividade?
- Levar em consideração e destacar se houveram pessoas que apontaram características de desvalorização ou supervalorização de si próprias e tentar trabalhar esses aspectos, comparando com as características atribuídas a ela.
- Trabalhar possíveis problemas de baixa autoestima e de prepotência.
- Com todas essas observações, tentar perceber necessidades que precisam ser trabalhadas para que o grupo se desenvolva e integre mais.

 

TEXTO  DE APOIO – JANELA DE JOHARI


A Janela de Johari é um modelo criado por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que visa mostrar nosso grau de auto conhecimento e como nos relacionamos, tendo como base a forma como é feita nossa comunicação interpessoal.  Isso é, as várias maneiras como nos relacionamos.

Eles dividem as áreas ou janelas para mostrar como nos relacionamos em 4 áreas ou janelas:

A janela 1 - Área Aberta - Onde está tudo que é conhecido por mim e pelos outros.
A janela 2 - Área Cega -  Onde está tudo que os outros conhecem, mas eu não conheço. Por expl. As pessoas podem me achar antipático, mas eu não percebo isso e não entendo porque as pessoas se afastam de mim.
A janela 3 - Área Secreta - Onde guardo informações sobre mim que só eu conheço.
A janela 4 - Área Desconhecida – Onde estão meus medos, informações de meu inconsciente.

Essas janelas podem variar de tamanho de acordo com o relacionamento que estou analisando. Por expl.: se estou analisando meu relacionamento com uma pessoa cujo meus laços são estreitos, mãe, pai, parceiros, etc. A tendência é que minha janela Aberta seja ampliada, reduzindo as outras áreas.
O fato é que quanto mais eu me expuser, receber e/ou der feedbacks, a tendência é que minha janela aberta se amplie e com isso facilite meus relacionamentos. Pois, quanto mais eu tenho dados sobre mim mesmo e as pessoas conhecerem esses dados, menos riscos de conflitos haverá.

Para se aprofundar consulte: Janela de Johari – Exercício Vivenciais de Dinâmica de Grupo - Fritzen, Silvino Jose. Editora VOZES.

Lilian Bendilatti

Conheça também:

Você tem alguma sugestão para aperfeiçoar essa dinâmica.
Faça um comentário ou
mande um e-mail: dinamicaspassoapasso@gmail.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

DINÂMICA PARA TRABALHAR PRECONCEITO E EXCLUSÃO

PARTICIPANTES: até 20 pessoas.
TEMPO: 40’
MATERIAL: Etiquetas autocolantes com frases como:
SOU CRIATIVO: OUÇA-ME
SOU INFERIOR: IGNORE-ME
SOU PREPOTENTE - TENHA MEDO
SOU SURDO(A) – GRITE
SOU PODEROSO(A) – RESPEITE
SOU ENGRAÇADO(A) – RIA
SOU SÁBIO(A) – ADMIRE-ME
SOU ANTIPÁTICO(A) – EVITE-ME
SOU TÍMIDO(A) – AJUDE-ME
SOU MENTIROSO(A): DESCONFIE
SOU MUITO PODEROSO(A): BAJULE-ME
APERTE MINHA MÃO
ABRACE-ME
ME ISOLE
PISQUE PARA MIM
ME CONVIDE PARA DANÇAR
AFASTE-SE DE MIM
IGNORE-ME
SEGURE MINHA MÃO
DIGA-ME OLÁ
ME FAÇA UM ELOGIO
ME DESEJE PARABÉNS
ME FAÇA UM CARINHO
ME CONVIDE PARA SENTAR
OBJETIVO: Trabalhar temas como: Preconceito, Exclusão Social, “Booling”(atitudes de chacota, piadinhas e agressões entre os indivíduos, principalmente observada nas escolas e nas relações de trabalho), Reforçar a Auto – Estima, Percepção de Padrões Energéticos Pessoais.
DESCRIÇÃO: O facilitador explica ao grupo que farão uma atividade onde serão coladas etiquetas na testa de cada um e que ninguém pode ver o que está escrito em sua testa, nem os  poderá falar o que está escrito na testa dos outros.
PROCESSO:
1-    Colocar as etiquetas na testa de cada um. Reforçando que não poderão saber o que está escrito e que nem um participante pode contar ao outro o que está escrito.
2-    Após todos estarem devidamente “rotulados”, pedir para que andem pela sala e interajam uns com os outros de acordo com o que está escrito na testa de cada um. Isto é, se comportando de acordo com o que está escrito na testa de cada um dos participantes.
3-    Deixar que interajam por volta de 5 minutos.
4-    O facilitador deve observar atentamente as reações e clima gerado pelo exercício para que tenha subsídios para fomentar a discussão posterior.
5-    Após esse período cessar a atividade e pedir para que sentem. Mas, não tirem a etiqueta. Vale a norma de não saber o que estava escrito em sua testa nem comentar o que está escrito na testa dos outros participantes.
6-    Perguntar a cada participante, individualmente:
. Que sentimentos teve durante a atividade? Sentiu-se bem? Pressionado? Deslocado? Confortável?
.Como os outros participantes reagiram com você. Como se sentiu em relação a eles.
. O que acha que está escrito em sua testa?
- Pedir para que tire sua etiqueta e olhe o que está escrito.
. Era isso que esperava que estivesse escrito? A atitude que tiveram com você foi justa? Agora que sabe o que estava escrito, seu sentimento em relação a como lhe trataram mudou?
7-     Ao término de todos os depoimentos, perguntar:
- O que podem extrair dessa experiência?
- O que acarreta esse tipo de situação: Preconceitos? O hábito que temos de Rotular as pessoas? A própria pessoa não ter autoconfiança e autoestima e irradiar essa energia para os outros?
- O que ocorreu durante a atividade, pode acontecer em nosso dia a dia?
          - As pessoas que foram discriminadas, como se sentiram? O que poderiam fazer para não se sentirem assim?
          - As pessoas que se sentiram desconfortáveis. O que poderiam fazer para se sentirem melhor?

Nota: O facilitador precisa se preparar para discutir os conceitos de:
O que são preconceitos, porque ocorrem. O que podemos fazer a respeito?
O que é um rótulo? Porque tendemos a rotular as pessoas? O que isso acarreta nas relações.
Como nossas energias e pensamentos podem influenciar a nós mesmos e as reações dos outros?
Esta dinâmica é uma releitura da Dinâmica - Patinho Feio (ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. 3ª edição, Petrópolis, Vozes, 1999) e da Dinâmica - Rótulos de autoria não identificada.



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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DINÂMICA - APRESENTAÇÃO DIFERENTE

PARTICIPANTES: até 10 pessoas.
TEMPO: de 40’ à 1h30 (depende da quantidade de participantes, do grau de exposição individual e do nível de envolvimento do grupo na atividade).
MATERIAL: não há.
OBJETIVO:Para o Grupo-Integração, fortalecer vínculos de amizade e promover autoconhecimento.
                    Para o instrutor-Conhecer melhor o grupo, suas dificuldades e necessidades.
DESCRIÇÃO: o facilitador explica ao grupo que irão se apresentar, porém de uma maneira diferente, isto é: do ponto de vista de outra pessoa que irão escolher. Por expl. “fulana” escolhe sua mãe para apresenta-la. Ela deverá se apresentar assim: Eu Joana, sou mãe de fulana. “Fulana” é divertida, nervosa, uma boa filha, etc. ... Esta apresentação deve representar como a mãe de fulana a enxerga“. A apresentação deve ser feita na primeira pessoa, Eu Joana mãe de fulana e a pessoa apresentada na terceira pessoa ( a “fulana”).
PROCESSO:
1- O facilitador deve começar com a apresentação escolhendo um membro da família, parente ou amigo para apresentar-se a fim de elucidar e reforçar como deve ser o procedimento da atividade.
2. Após ter se apresentado, pedir para que cada um dos participantes, individualmente, se apresente seguindo as normas da atividade.
.É importante que o facilitador enfatize que a pessoa deve dizer o que a pessoa escolhida diria dela e não o que ela mesma pensa de si.
 . O facilitador deve, sempre, perceber se a pessoa está se apresentando ela própria e  se não, conduzi-la para que retorne a proposta da dinâmica que é: a pessoa escolhida por ela a apresentar. Por expl. A pessoa diz eu sou assim, assado, etc. Alertá-la para que diga. A fulana é assim...
3. Durante as apresentações, permitir e estimular que o grupo faça perguntas. Seguindo nosso expl.: Joana, diz que “fulana” fica nervosa quando ela pede para que arrume sua própria cama. O grupo pode perguntar a Joana, porque fulana fica nervosa. Ou por expl., Joana, diz que fulana é muito criativa e espirituosa. Perguntar a Joana. Porque acha que “fulana” tem essas qualidades?
4. Ao decorrer do desenvolvimento da atividade o facilitador deve contribuir para que o grupo possa se ajudar e estimular em busca de se entrosar e estreitar os laços de amizade e confiança.
5. Ao final da atividade perguntar:
- O que acharam da experiência.
- Como se sentiram durante o processo.
- Conseguiram perceber algo novo e diferente em si próprios e na pessoa que escolheram para apresentá-los.

O INSTRUTOR/FACILITADOR PRECISA ESTAR ATENTO PARA:
- O grupo está tendo uma postura de respeito mútuo.
- Quais necessidades e carências que o grupo apresenta?
- Propor atividades futuras no intuito de trabalhar as necessidades e carências.

VARIAÇÃO DA ATIVIDADE: Essa atividade pode ser usada como técnica de Levantamento de Necessidades para grupos de desenvolvimento e crescimento pessoal.
Ou para Pesquisa de Clima Organizacional, mudando-se a pessoa escolhida para apresentar a pessoa. Nesse caso: o superior hierárquico , ou colegas de trabalho.

OBS: Em todos os casos de utilização dessa atividade o facilitador precisa ser gabaritado para saber lidar com as emoções e sentimentos do grupo.



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